Ambientes que armazenam e processam grandes volumes de informações sustentam rotinas digitais essenciais, desde sistemas corporativos até modelos avançados de IA. Essa estrutura exige estabilidade contínua, controle rigoroso e decisões técnicas precisas. Nesse contexto, a climatização em data center passa a compor a base do desempenho, da segurança e da previsibilidade.

Segundo um artigo do G1, esses espaços funcionam como unidades projetadas para tratar grandes quantidades de dados de maneira ininterrupta. As operações em nuvem lidam com demandas térmicas moderadas, enquanto estruturas voltadas à IA enfrentam temperaturas elevadas e exigem resfriamento líquido, à base de água ou óleo.

Quando gestores entendem como variáveis térmicas influenciam vida útil, o consumo, a redundância e a disponibilidade, alcançam clareza sobre riscos e escolhas estratégicas. A seguir, este conteúdo apresenta parâmetros ideais, tecnologias recomendadas e práticas que fortalecem a eficiência e sustentam operações críticas com segurança.

Para facilitar a compreensão, este conteúdo responde às principais questões sobre o tema:

  • Qual é a temperatura ideal para um data center?
  • Qual é a faixa de umidade relativa do ar recomendada?
  • Existe alguma norma ou regulamentação que preciso seguir?
  • Qual é o melhor sistema de climatização para um data center?
  • O que é refrigeração de precisão e qual é a diferença para um ar-condicionado comum?
  • Como posso reduzir o alto consumo de energia com climatização?

Continue a leitura e tire todas as dúvidas!

Por que a climatização em data center é crítica?

A climatização nesses espaços torna-se crítica porque é o controle térmico que preserva componentes sensíveis, evita superaquecimento e impede falhas que interrompem operações corporativas. Temperatura e circulação equilibradas mantêm disponibilidade, ampliam vida útil e reduzem riscos estruturais. Sem essa gestão, ambientes críticos perdem estabilidade e elevam possibilidades de interrupções.

O aumento da complexidade ocorre à medida que a densidade de racks, a disposição dos corredores, a capacidade térmica e a circulação de ar se tornam mais desafiadoras. Diante desse cenário, é fundamental contar com projetos bem estruturados que equilibram desempenho e economia, oferecem previsibilidade e fortalecem estratégias de resiliência.

Qual é a temperatura ideal para um data center?

Por muito tempo, a faixa de 18 °C a 27 °C orientou projetos, porém estudos recentes mostram que esses limites não atendem todas as realidades. O ASHRAE, comitê técnico da American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers, aponta que densidade térmica e qualidade do ar modificam as temperaturas adequadas.

A ABRAVA destaca que a densidade de potência evoluiu nos últimos anos, mas a maioria dos ambientes ainda opera com racks de até 10 kW ou 20 kW. Essa realidade mantém o ar como principal meio de retirada de calor, mesmo com o avanço de soluções líquidas em cargas térmicas mais intensas.

Com esse cenário, a quinta edição do ASHRAE TC 9.9 apresenta envelopes psicrométricos que combinam temperatura e umidade para equilibrar eficiência e risco. O documento substitui a ideia de um valor único, pois cada projeto responde de maneira diferente à densidade térmica, à qualidade do ar e aos fatores químicos do ambiente.

Assim, a faixa de 18 °C a 27 °C permanece como referência, porém os limites de umidade variam conforme o nível de corrosão identificado nos testes do ambiente. Ou seja:

  • projetos novos devem manter umidade relativa do ar abaixo de 60%;
  • ambientes com baixa corrosão podem operar até 70% ou 15 °C de ponto de orvalho;
  • locais com corrosão elevada precisam permanecer abaixo de 50% ou 15 °C de ponto de orvalho.

Esses limites consideram a temperatura e a umidade do ar que entra no equipamento de TI, garantindo análise fiel das condições térmicas do ambiente. A orientação não utiliza insuflamento ou retorno dos sistemas CRAC, ar-condicionado para TI, e CRAH, manipulador de ar, por não representar ar de entrada.

Se a meta inclui desempenho e economia, leia também o nosso conteúdo: “Saiba economizar com a temperatura ideal do ar-condicionado”.

Qual é a faixa de umidade relativa do ar recomendada?

Assim como ocorreu com a temperatura, as diretrizes da ASHRAE também passaram por revisão. O limite inferior de umidade, antes estabelecido em 40%, foi reduzido para 20% em 2008, após estudos que mostraram impactos menores do que se imaginava. Esse ajuste preserva a estabilidade e reduz riscos em ambientes críticos.

A alteração de 2008 surgiu após pesquisas que avaliaram a relação entre umidade baixa, eletricidade estática e corrosão. A quinta edição do TC 9.9 orienta que limites adequados dependem da composição química do ambiente. Locais com baixa corrosão podem operar com até 70% de umidade, enquanto espaços com agentes agressivos precisam permanecer abaixo de 50% ou respeitar 15 °C de ponto de orvalho.

É fundamental conhecer com clareza qual é a faixa de umidade relativa do ar recomendada para evitar corrosão, descargas eletrostáticas e variações que comprometem o desempenho do equipamento.

Existe alguma norma ou regulamentação que preciso seguir?

Projetos de data center seguem referências como ASHRAE TC 9.9, ABNT e TIA-942, que orientam parâmetros térmicos, infraestrutura e segurança. A NR-17 também aparece em rotinas operacionais. A aplicação correta dessas normas reduz riscos, fortalece padronização e cria bases técnicas sólidas para decisões estruturais confiáveis.

Fabricantes reforçam recomendações específicas para desempenho seguro. Essas referências formam base sólida que valida decisões técnicas ao lidar com regulamentações.

Quer saber quem responde pela regularidade técnica do sistema? Leia: “Quem pode assinar o PMOC e garantir a regularidade”.

Qual é o melhor sistema de climatização para um data center?

A escolha do ar-condicionado depende de fatores como densidade térmica, layout, fluxo de ar e metas de economia. Diante dessas variáveis, sistemas CRAC/CRAH, in-row, líquidos e free cooling entregam vantagens específicas para cada projeto. Quando combinada corretamente, a solução aumenta estabilidade, reduz consumo e sustenta o desempenho em operações.

Sistemas CRAC/CRAH oferecem robustez e distribuição uniforme do ar. Em seguida, soluções in-row atendem densidades maiores ao posicionar a troca térmica próxima às fontes de calor. Para cargas extremas, sistemas líquidos apresentam desempenho superior. Por fim, o free cooling reduz consumo quando o clima permite uso de ar externo tratado.

O que é refrigeração de precisão e qual a diferença para um ar-condicionado comum?

A refrigeração de precisão oferece controle rigoroso de temperatura, umidade e fluxo de ar, características essenciais para ambientes críticos. Em contraste, equipamentos comuns operam com mais tolerâncias. Estruturas de TI exigem resposta rápida e estabilidade constante; portanto, sistemas de precisão mantêm desempenho, reduzem falhas e garantem segurança operacional contínua.

Esse tipo de solução também permite controle granular dos parâmetros ambientais, característica que equipamentos convencionais não alcançam. O ar-condicionado oferece benefícios que priorizam o conforto humano, porém utiliza tolerâncias mais amplas. 

Em contrapartida, infraestruturas sensíveis dependem de constância e operação ininterrupta, ou seja, sistemas de precisão que entregam previsibilidade e segurança técnica.

Diante dessas características, a relação entre desempenho e finalidade fica mais clara. A tabela a seguir reúne os pontos que distinguem os dois modelos.

Critério

Refrigeração de precisão

Ar-condicionado

Controle térmico

Alto rigor

Variações amplas

Faixa de umidade

Controlada com precisão

Não dedicada

Operação contínua

Projetada para 24/7

Não projetada para cargas críticas

TCO

Melhor relação à longo prazo

Custo inicial melhor

Aplicação

Data centers e salas críticas

Ambientes corporativos comuns

Quais são as melhores práticas para climatização em data center?

As melhores práticas incluem contenção de corredores, vedação adequada, distribuição uniforme de ar, organização de racks e ajuste de setpoints. O monitoramento constante mantém equilíbrio térmico e reduz desperdício. Essas medidas fortalecem a previsibilidade, evitam hotspots e sustentam desempenho estável em salas técnicas com alta densidade de servidores.

Com essa base técnica, torna-se possível estruturar soluções que ampliam eficiência e reduzem riscos operacionais. Entre essas medidas, estratégias como hot aisle/cold aisle reduzem a recirculação e elevam a previsibilidade térmica.

Além disso, a vedação correta bloqueia vazamentos e mantém direcionamento adequado do ar. Da mesma forma, plenum organizado sustenta pressão estável e sensores instalados em pontos estratégicos revelam desequilíbrios e orientam ajustes precisos.

Diante desse panorama, determinadas práticas para climatização em data center destacam-se pela capacidade de otimizar desempenho e reduzir consumo:

  1. Ajustar setpoints conforme limites ASHRAE;
  2. Implementar contenção adequada;
  3. Utilizar VFD em ventiladores;
  4. Realizar limpeza de filtros com frequência;
  5. Eliminar vazamentos em shafts e passagens;
  6. Mapear hotspots periodicamente;
  7. Adotar free cooling quando possível;
  8. Utilizar sensores em múltiplos pontos críticos.

Como gerenciar a climatização em data center?

Uma gestão eficiente utiliza sensores, BMS ou DCIM, manutenção preditiva e acompanhamento contínuo. Essa integração oferece leitura precisa das condições do ambiente, identifica variações, orienta ajustes rápidos e reduz falhas. SLAs bem definidos estruturam intervenções, fortalecem estabilidade, prolongam ciclos de vida e reduzem consumo em ambientes de alta demanda térmica.

A partir dessa estrutura, sistemas BMS e DCIM analisam o comportamento térmico, enquanto os sensores instalados perto dos racks revelam variações imperceptíveis aos demais instrumentos. A manutenção preditiva evita falhas, otimiza o consumo, e amplia a previsibilidade. Os SLAs sustentam intervenções e consolidam a segurança operacional.

Como posso reduzir o alto consumo de energia com climatização?

A redução ocorre com ajuste de setpoints, contenção adequada, tecnologias eficientes, free cooling e manutenção preditiva. Além disso, a distribuição correta de ar elimina hotspots e reduz o esforço dos equipamentos. Por fim, a adoção de inversores e estratégias de economia melhora o desempenho sem comprometer a confiabilidade.

Com esses princípios estabelecidos, estratégias de eficiência energética avançam para ajustes mais específicos, como circulação otimizada, uso de inversores, limpeza de serpentinas e aplicação de contenção. Tecnologias com SEER elevado reduzem consumo e garantem estabilidade térmica.

O caminho para consumo mais baixo começa em ajustes simples. Veja no conteúdo: “Como economizar energia com o ar-condicionado: dicas eficientes”.

Quais são as vantagens de cada modelo de contratação de climatização em data center?

Os modelos incluem compra direta, aluguel tradicional e climatização por assinatura. No mercado, o aluguel opera como locação simples; já na Vulp, o formato evolui para assinatura. O ar-condicionado por assinatura garante previsibilidade, suporte especializado, modernização contínua e redução da responsabilidade operacional, ampliando a estabilidade térmica em infraestruturas sensíveis.

A aquisição direta oferece controle total, porém exige capital elevado e manutenção própria. O aluguel de ar-condicionado tradicional reduz o investimento inicial, mas não acompanha atualização técnica nem previsibilidade. Entretanto, o modelo da Vulp oferece vantagens de assinatura de ar-condicionado, como suporte técnico permanente, atualizações constantes e redução de responsabilidades, elementos que consolidam desempenho em áreas de alta exigência.

A Vulp tem a solução adequada para a climatização em data center!

A climatização em data center precisa acompanhar o ritmo da operação. Temperatura, umidade, redundância, monitoramento e tecnologias avançadas formam base técnica que sustenta estabilidade, confiabilidade e eficiência. Cada decisão impacta a disponibilidade e a segurança das informações corporativas.

A Vulp Air oferece climatização de precisão por assinatura para data centers e salas críticas, que foca previsibilidade, inteligência, economia, cuidado e flexibilidade. Entre em contato com a nossa equipe para avançar em soluções que aumentam o desempenho e reduzem o consumo com segurança operacional.

FAQ

Qual é a temperatura ideal para um data center?

A referência clássica indica operação entre 18 °C e 27 °C, porém as atualizações da ASHRAE mostram que a temperatura ideal depende da densidade térmica, da qualidade do ar e das condições químicas do ambiente. A definição correta reduz falhas, preserva componentes e sustenta estabilidade em infraestruturas de missão crítica.

Qual é a faixa de umidade relativa recomendada para equipamentos de TI?

Entre 40% e 60%, estabelece-se equilíbrio entre descargas eletrostáticas e riscos de condensação. O controle preciso dessa faixa evita corrosão, preserva componentes e amplia a previsibilidade térmica em salas técnicas. Já o monitoramento constante em pontos estratégicos sustenta estabilidade e reduz falhas causadas por variações excessivas de umidade.

O que é refrigeração de precisão e como difere do ar-condicionado convencional?

Refrigeração de precisão oferece controle rigoroso de temperatura, umidade e fluxo de ar, projetada para ambientes que operam 24/7. Sistemas convencionais atendem conforto humano e possuem tolerâncias mais amplas. Entretanto, as estruturas de TI exigem estabilidade contínua e precisam de equipamentos de precisão que garantam desempenho e segurança superiores.

Qual é o melhor sistema de climatização para um data center de pequeno, médio e grande porte?

Pequenos ambientes utilizam CRAC/CRAH compactos e estruturas médias se beneficiam de sistemas in-row. Já os projetos grandes aproveitam soluções líquidas e free cooling. A seleção considera densidade térmica, layout, metas de economia e necessidade de previsibilidade para manter estabilidade e desempenho de operações críticas.

Como reduzir o consumo de energia da climatização mantendo a confiabilidade?

A redução ocorre com contenção adequada, ajuste de setpoints, tecnologias eficientes, manutenção preditiva e uso de free cooling. O controle adequado do fluxo de ar elimina hotspots e reduz o desperdício. Estratégias bem aplicadas garantem economia sem comprometer a segurança, a estabilidade térmica ou a confiabilidade operacional.

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